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22 de fevereiro de 2017
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Crianças, eu vi

Na semana passada estive na escola onde faremos a pesquisa para “Perdendo Perninhas”, a série.

Pra mim foi uma prova concreta de como a humanidade está em constante evolução. Você, aluno do sexto ano (ou sétimo, ou quinto) que está lendo essas linhas, saiba que na comparação, a coisa melhorou e muito!

Sei que vocês ainda devem ter queixas sobre professores, provas, horários e administração geral das escolas. Porém, agora temos uma diferença crucial. Vocês têm uma articulação que a minha geração nunca atingiu. Um dos motivos tem a ver com a tecnologia. Eu venho de um mundo em que não havia internet e muito menos celulares. Vivíamos mais ou menos como os homens da Idade da Pedra. Se quiséssemos nos comunicar éramos obrigados a nos encontrar e conversar, olhando um na cara do outro! Afe.

Um movimento como o das ocupações das escolas de São Paulo jamais teria acontecido nos meus tempos de escola. Os únicos estudantes com essa articulação eram os universitários. E mesmo assim, a luta era insignificante.

Eu tenho a sensação de que estamos no meio de um furacão. O modelo sala de aula, professor com quadro negro e giz me parece caduco. O grande nó é que ainda não chegamos numa alternativa viável. Temos alguns experimentos aqui e ali. São testes, basicamente. Alguns super interessantes, como na Finlândia. Para saber mais, sugiro o documentário “O invasor americano”, de Michael Moore.

Quanto mais penso sobre o assunto, mais me convenço de que a sabedoria está em ouvir o que vocês têm a dizer. Se dependesse de mim, nós adultos, estaríamos aqui apenas para facilitar as coisas. Nos meus delírios eu delegaria a responsabilidade criativa pra vocês. Como é essa escola do novo milênio? Como é o dia a dia? Como é a arquitetura do prédio? Já se passaram 17 anos e ainda não deciframos esse enigma.


1 comentário. Aleluia!

  1. Perfeito!

    Concordo com tudo! Trabalho como jornalista, mas queria migrar para a Educação. Também sofro de uns doces delírios em minha mente…

    Abraços!

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