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29 de agosto de 2017
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Entrevista com Kleber, o iguana

Hoje inicio uma série de entrevistas com os personagens que habitam meus livros. A ideia para esse projeto veio de uma vontade de voltar a conversar com eles e descobrir o que têm feito desde que os livros foram publicados e eles deixaram o arquivo do meu computador. Começamos a série com Kleber, um iguana verde-limão que desempenha um papel importante em “Saga animal”.

Kleber, você está feliz?

Kleber, o iguana: Oi, Índigo. Quanto tempo! Achei que tivesse se esquecido de mim. Se estou feliz? Estou em paz.

Mas estar em paz é diferente de estar feliz. Você está feliz?

Eu sei que é diferente. Felicidade é um sentimento um pouco extremo para mim. Como você sabe, sou zen. Por isso eu ando na linha do meio, nem feliz, nem triste. Estou bem e satisfeito com a minha vida. Obrigada por perguntar.

Você consegue enxergar as crianças que leem “Saga animal”?

Claro que sim. Da mesma maneira como elas me enxergam no espaço entre as palavras, eu também as vejo.

Como elas são?

Difícil generalizar. Tem algumas que leem enquanto comem. Algumas leem na cama, de pijama. Outras leem na hora do recreio. Tem criança que lê em voz alta, passando o dedo indicador sobre o texto. Tem criança que desenha no livro e algumas que dão risada e umas que se emocionam.

Sério? Elas se emocionam?

Lembra daquela parte do livro em que eu faço um discurso sobre a não-violência? Algumas ficam tocadas.

Lembro, sim. Esse é um momento super sóbrio do livro. Lembro que quando escrevi aquilo, eu te deixei mais maduro. Você se considera um iguana maduro?

Difícil essa pergunta. Eu tenho dezesseis anos, se contarmos a partir da data da primeira edição do livro (2001), mas sinto que tenho 60. Não sei se foi assim que você me imaginou, quando me criou, mas é como me vejo. Eu me sinto maduro, ao mesmo tempo, quero viver muito e me tornar mais amoroso, descontraído, compreensivo.

Você toparia voltar, num novo livro, em algum momento no futuro?

Sim, seria uma honra.

Obrigada, Kleber. Sei que você é um iguana ocupado e que, em algum lugar do Brasil, tem uma criança se aproximando do seu capítulo. Por isso vou encerrar a entrevista por aqui. Foi legal te reencontrar. Até a próxima.

Igualmente, Índigo. Eu é que agradeço. E boa sorte com os próximos livros!


4 comentários

  1. KLEBER CASTRO

    ahahahahahaha…. simplesmente sensacional. Fiquei curiosíssimo para conhecer meu xará. Acho até que me identifiquei com ele em algumas coisas além do nome… ahahahahahahah sensacional!!!

    1. Índigo

      Oi, Kleber! E eu fiquei curiosa para saber das identificações. hehe. E fica o convite para conhecer o livro, “Saga animal”, editora Moderna. bjo, Índigo

  2. Alexander Martins Vianna

    Essas propostas de marginação literária são ótimas. Fazem a obra se tornar um processo aberto efetivo. Sugiro que vc introduza mais conflitos entre vc e os entrevistados. Afinal, muita coisa pode mudar em vc e neles. Assim, ganham mais autonomia. Abraços e parabéns!

    1. Índigo
      Índigo

      Oi, Alexandre. Grata pela dica. Me deu uma ideia… vou botar em prática. Aguarde. Em breve… beijo, Índigo

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