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7 de março de 2017
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O jumento de cada um

A segunda lição que aprendi com São Francisco de Assis diz respeito a um jeito de lidar com o próprio corpo. Ele criou um acordo com seu corpo a fim de que este conseguisse servir às suas necessidades. O primeiro passo foi dar um nome: “Jumento”, numa homenagem à natureza animal do corpo físico. O acordo era para diferenciar bem a matéria do espírito. Todas as ações do conjunto seriam comandadas pelo espírito, cabendo ao corpo obedecer prontamente. Se por algum atrevimento o corpo empacasse, falhasse ou chiasse de cansaço, São Francisco conversava com o Jumento.

“Vamos lá, irmão Jumento, que moleza é essa?”

“Para com isso irmão Jumento, coragem. Eu sei que você consegue.”

O importante era não aceitar a teimosia do Jumento. O bicho era acomodado, e cabia ao dono adestrá-lo.  E a cada vitória, o espírito ficava mais forte, ao ponto da matéria se conformar de que ela não podia ter vontade própria. Havia uma inteligência superior no comando.
Um mecanismo psíquico super sofisticado, aplicado da forma mais simples possível. “Vai, Jumento!”

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