Na onda das escritoras que considero admiráveis, não poderia deixar de falar de Laura Ingalls Wilder. E aqui vão os três motivos que justificam a escolha:

1 – Porque embora tenha publicado dez livros ao longo da vida, eu os considero dez capítulos do mesmo livro, que completam uma série. Começa com “Uma casa na floresta” e termina com “O longo caminho de casa”, sempre com os mesmos personagens, que são inspirados na sua família. O que eu admiro é o projeto de escrita. Laura passou a vida escrevendo sobre um único assunto, com o mesmo grupo de personagens. Admiro a especificidade.

2 – Porque ela extraiu suas histórias daquilo que viveu de fato, sem fantasia, sem magia, sem firula. Um registro objetivo e honesto que tem sua beleza particular.

3 – Porque apesar de toda a dureza da sua vida de pioneira, enfrentando invernos cruéis, com poucos recursos, tendo de caçar para se alimentar, ela cria o clima mais aconchegante e amoroso do mundo. As dificuldades são um pano de fundo casual, do mundo como ele é. O mais importante são as relações familiares e o afeto entre as pessoas. O que a torna tão admirável para mim é, no fundo, a sua simplicidade.

 

Modificado pela ultima vez: 30 de maio de 2018

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