Quando eu sei que minha personagem está no ponto?
Quando ela me acorda no meio da noite e não me deixa mais dormir. Quando ela começa a falar comigo feito um encosto, durante o dia, na rua. Quando ela me obriga a sair com um bloquinho na mão. Quando eu quero porque quero começar a escrever livros em terceira pessoa e ela não deixa. Ela quer falar com suas próprias palavras.

Quando eu sei que ela venceu?
Em dias como hoje, quando praticamente a vejo andando atrás de mim, me puxando pela camiseta.

O que eu posso fazer a respeito?
Sentar e escrever. É o único jeito de acalmá-la. Não chega a ser psicografia, mas é quase. É autopsicografia, pois ela sequer tem o pudor de se apresentar como um espírito. Ela incorpora em mim e fica. Ela gruda. Eu sei que ela é uma entidade própria, exterior a mim. Mas quem diz que ela me respeita enquanto indivíduo? Para ela eu sou um cérebro com duas mãos para teclar. É para isso que eu sirvo.  

Modificado pela ultima vez: 26 de outubro de 2014

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Comentários

Alunos do sexto ano 

Cara Índigo Nossa professora de português, Melissa,foi quem pediu para que escrevêssemos no seu site, mas ela se demitiu e nós estamos muito tristes. Nós queremos que ela volte e gostaríamos que você, se for possível, fale com a Melissa e tente convencer ela a voltar para a escola. Gratos

    Olá, Mateus Nossa, que notícia chata. Eu não estava sabendo. Claro, vou escrever para ela agora mesmo. Aliás, vcs receberam uma caixa que eu enviei por correio, aí pra escola? beijinho, Índigo

      Alunos do sexto ano 

      Ainda não recebemos, mas estamos esperando a entrega.

        Alunos do sexto ano 

        Cara Índigo Recebemos sua entrega na escola, hoje. Agradecemos muito pelos livros e pelas balas PS: Você falou com a Melissa? Oque ela respondeu?

Alléxia Carolinne 

Ha,adorei o texto.

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