15 de julho de 2013. Tomo coragem e dou início ao processo de escavação arqueológica dos arquivos do meu computador. São camadas e camadas de textos abandonados e esquecidos. Contos que não passaram do terceiro parágrafo, diálogos que não vão pra lugar nenhum, textos para publicidade, primeiras versões de livros… O grosso são embriões de histórias. Não é fácil remexer nessas coisas. Reler textos antigos é uma tortura. Sempre fico impressionada em ver como sou persistente com meus textos. Escrevo 6, 10, 15 páginas de uma história que não merecia nem três linhas. Mais impressionante ainda é ver que, mesmo depois de anos, eu ainda tenho esperança. Por mais sofrida que seja a releitura, sempre resta a esperança de encontrar um trechinho aproveitável. Sempre acho que no meio daquela velharia eu vá encontrar uma história que – agora, em 2013 – faça sentido.

Num momento de desapego até pensei:

“Hum… eu poderia criar uma sessão para o blog. Publicaria trechos de contos que não foram pra lugar nenhum. Poderia até fazer um saldão. Se algum leitor quiser aproveitar a ideia e levar pra casa, fique à vontade”.

Mas na prática acho que nem isso será possível. O que eu tenho encontrado é ruim demais. Até conto policial eu encontrei no meio da montanha de tralha armazenada em dezenas de pastas. É tanta porcariada que nem sei por onde começar. Daí a ideia de usar esse espaço bloguístico como um jeito de me obrigar a levar adiante o projeto de escavação. Hoje eu só queria apresentar a ideia. Amanhã começo a expor os “achados”.  Só não sei de onde vou tirar coragem. Mas, vamos lá.

Modificado pela ultima vez: 26 de outubro de 2014

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Simplesmente amei!!!!!!!!!!!!!!! Bjos.

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