Eu estava andando pela floresta quando uma cobra atravessou o meu caminho. Olhei, olhei e estranhei. Ué, não vou sentir medo?! Olhei mais de perto. Não, eu não sentia medo. Nem medo, nem aflição. Contornei e segui andando. Olhei para trás e ela me mostrou a língua. Mostrei de volta e deixamos a coisa por isso mesmo.

Hoje encontrei outra e, de novo, contornei e segui andando, pensando, “Legal! Estou com sorte.”

Olhei para trás e ela acenou um tchauzinho.

cobra

São tão raras e elegantes. Discretas, concisas. Silenciosas. Aparecem muito de vez em quando, em dias especiais. O medo era uma bobagem. Agora fico lisonjeada quando dão o ar da graça.

Modificado pela ultima vez: 26 de outubro de 2014

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Comentários

Olhando por essa perspectivas são seres bem interessantes, até belos. Assim como corujas! Menina piro numa coruja! Abraços Í!

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