Um bom personagem já nasce com um dilema, como certas pessoas de carne e osso. Você bate o olho e entende o tormento. Talvez a própria pessoa não saiba, ou não queira enxergar, mas a questão está lá. Você pensa “que sina…” Daí vem a compaixão que te motiva a acompanhar o personagem até o fim da história.
Outros personagens entram para o texto, passam por diversas situações e não mostram o seu dilema fundamental, exatamente como certas pessoas de carne e osso. Você até se pergunta se aquela pessoa existe de fato. Você pensa: “como pode…”
Como autora a minha vontade é de eliminar personagens desse tipo. Mas então me lembro que, na vida real, existe gente assim. A única coisa a fazer é continuar submetendo esse personagem a testes cada vez mais desafiadores, até o ponto em que seu tormento terá de vir à tona. É o único consolo do criador. Torturar suas criaturas na certeza de que uma hora elas vão revelar aquela tão desejada faceta secreta.

Modificado pela ultima vez: 26 de outubro de 2014

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Dicas preciosas Índigo, tenho 14 anos e amo seus livros, aliás, eu amo seu jeito de escrever livros. Espero um dia me tornar uma escritora tão boa quanto você. Bjs’

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