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6 de janeiro de 2015
840 visualizações

O banho

Ultimamente tenho recordado a viagem que fiz para a Amazônia, em 2012. Fico me lembrando dos banhos no igarapé. Se eu tivesse de fazer um clip dos melhores momentos da minha vida, essa cena entraria, sem dúvida alguma. Fazia um calor amazônico, naturalmente. Mas era agradável. A floresta, ao contrário do que eu imaginava, não é abafada e grudenta. É fresquinha. (Vale lembrar que isso foi em dezembro, no auge do “inverno”).

Pois bem, vou até a beira do igarapé, tiro a roupa e me vejo cercada de floresta. Sem uma alma humana por perto, à vontade para tomar meu banho, na água mais limpa do mundo. Nos primeiros dias bateu um medo. Ficava pensando em onças, sucuris e similares. Depois do terceiro dia de banho, tudo que eu via era borboletas azuis. Então eu relaxei. Além do mais, caso aparecesse uma onça eu saberia antes. Dá para sentir o cheiro dela de longe. Quanto à sucuri, aprendi que a sucuri da minha imaginação estava mais para o tubarão do Spielberg do que para uma sucuri de verdade. Elas não pulam pra cima, vindas do fundo do rio, com a boca escangalhada, feito uma mola gigante. Não é assim.

Portanto, depois que relaxei quanto à possibilidade de atentados, pude viver uma situação que achava humanamente impossível. Eu achava que eu teria de ter nascido índia, de preferência antes da chegada de Cabral, para me banhar num igarapé da Amazônia, com aquela fartura de água, cristalina, pura e infindável. O banho durava o tempo que eu quisesse, sem culpa, sem pressa. Para aumentar a sensação de luxúria eu pensava no povo em São Paulo, preso em congestionamentos, depois chegando em casa e não tendo água na torneira. Era cruel da minha parte.

Eu me sentia a pessoa mais privilegiada do mundo. Tomando um banho no meio da floresta, com borboletas dançando à minha volta, eu mesma me sentido algo melhor do que um ser humanozinho.

 
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1 comentário. Aleluia!

  1. Avatar

    achei da hora essa teta de fora ai mundo linda mesmo show!!!!!! esses olhinhos verde me encantou…

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