Estou aprendendo a conviver com um gambá. Ontem, conversando com o antigo morador da casa, descobri que ele é um velho conhecido. Sua família vem utilizando nosso forro há várias gerações.

Nos dois primeiros meses na casa ele foi até discreto. Mas agora deve estar se sentindo mais à vontade com a minha presença. Na semana passada ele botou a cara para fora, numa tentativa de fazer uma apresentação formal. Ficou empoleirado numa viga de madeira enquanto eu almoçava na varanda. Não é grande. Valentina tem o dobro do comprimento e diâmetro. Equanto ele ficava me encarando, Valentina dormia tranquilamente numa fresta de sol. Peguei-a, levantei-a e a apontei em direção ao gambá. Ela não se interessou,  simplesmente voltou a dormir. Marido, por sua vez, estava em São Paulo. Eramos apenas eu e o gambá. Fui direta. Disse que contanto que ele não entrasse na casa, estava tudo certo. Daí fechei a porta de tela (bem na cara dele), para que ele entendesse o recado.

Por enquanto está funcionando. Quer dizer… depois do escarcéu que ele aprontou ontem à noite (talvez por causa da lua de sangue), no nosso próximo encontro pretendo conversar com ele sobre a questão do silêncio depois das 22hs.

Modificado pela ultima vez: 26 de outubro de 2014

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Comentários

Tatiana Ferrarini 

Oi Índigo Acabei de ler sobre sua conversa com o gambá e lembrei do meu tempo de menina…meus pais continuam morando no mesmo lugar (mas agora a civilização chegou até lá)ops: sera que devo chamar de civilização???? Creio ue naquele tempo é que viviamos em civilização, pois brincavamos na rua, dormiamos de portas abertas e podiamos conversar com todos que apareciam próximos a nossa casa. Hoje???? civilização??? Bom, deixa pra lá. Nosso assunto era o gambá.Lembro que tinhamos um gambá no telhado de casa e meu pai inventava um montão de histórias com esse ilustre personagem, principalmente quando não tinha luz e eu e meus irmãos ficavamos com medo do barulho que o tal gambá amigo provocava fazendo festas noturnas no telhado.Papai sempre inventava um conto ilustre ao mesmo tempo em que desenhava a imagem do gamba em folha de caderno. Além de ser um contador nato de histórias inventadas por sua incrivel cabecinha louuuuuca era e continua sendo meu desenhista preferido. Este seu ilustre morador “gambá” pode virar um super personagem né Indigo? Ficarei na torcida para que ele entenda bem as regras de convivencia e vocês se tornem bons colegas. Já estou imaginando uma bela história de amizade! Beijocas e força na peruca. Tati

Éricles Vieira 

Eu amo sua forma de escrever, e tudo tão incrível. Estou lendo seu livro ”COBRAS EM COMPOTA” Amei regras de convivência. Sim este gambá e muito incrível. Como ele e muito legal. Amo o seu trabalho.

    Oi, Éricles Valeu! Fico feliz. Legal saber que vc está lendo “Cobras”. É um dos meus livros favoritos. Divirta-se e volte sempre. beijo. Índigo

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