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14 de abril de 2020
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SAGUI SIMONY

Era uma vez, há pouquíssimo tempo atrás, uma jovem sagui chamada Simony. Ela vivia no parque do Independência, numa região muito linda da cidade de São Paulo. Desde pequena, Simony sempre foi muito curiosa. Para sua sorte, no parque onde ela morava havia um museu espetacular. Simony entrava pelos janelões e passava o dia investigando a História do Brasil por puro deleite intelectual. Simony escalava a estátua do senhor Raposo Tavares, do Fernão Dias ou de Dom Pedro I com a mesma agilidade com que certas pessoas pegam estradas.

Assim, quando Simony se tornou mãe, ela decidiu que seus filhotes também teriam acesso à educação da melhor qualidade. Mais que isso. Ela resolveu que eles receberiam uma educação formal, como qualquer criança humana. Simony tinha opiniões muito fortes a esse respeito. Todos dizem que humanos e macacos são super semelhantes, que a diferença entre um e outro está num cromossomozinho a mais ou a menos. Portanto, para efeitos práticos, ao menos na opinião de Simony, as duas raças deveriam ter direitos iguais. E por isso seus filhotes deveriam ter o direito garantido por lei de se matricularem na escola como qualquer criança brasileira. Simony fez um escarcéu, protestou na internet, fez abaixo assinado, mas no fim não conseguiu autorização da prefeitura para matricular seus filhotes na escola. A solução foi incentivá-los a assistirem aulas como penetras mesmo. Eles chegavam discretamente pelos fios elétricos, e conseguiam espiar direitinho as aulas da professora Inez Angelina, na EMEI Dom Pedro I.

Pois os filhotes de Simony estavam no meio do processo de alfabetização quando a Terra parou e as aulas foram suspensas. De novo, Simony ficou revoltada. Só que dessa vez ela não fez escândalo nas redes. Ela mandou uma mensagem diretamente para mim, pelo Face, pedindo que eu escrevesse essa história. Então, querida Simony, aqui está o relato. Torço de coração para que logo mais todas as crianças e saguis possam voltar para a escola. Aproveito para dizer que concordo com o seu ponto de vista. Um cromossomozinho não deveria impedir seus filhotes de terem acesso à educação formal. E algo me diz que a professora Inez Angelina toparia recebê-los em sua sala, contanto que eles se comportem e prestem atenção na aula.

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